Escola Lumiar Porto Alegre

A Metodologia Lumiar

Premiada como uma das 12 propostas pedagógicas mais inovadoras do mundo pela Stanford University, Microsoft e UNESCO, desenvolveu-se ao longo dos últimos quinze anos como uma experiência disruptiva em educação.

Essa forma única de oferecer a experiência escolar se organiza com base em seis pilares: currículo em mosaico, tutor e mestre, multietariedade, aprendizagem ativa, gestão participativa e avaliação integrada. Eles constituem uma transformação total e radical da forma de entender e de estar no mundo. Saiba mais.

Depoimentos

Tivemos que nos reinventar, nos adequar ao desafio de um modelo tão inovador e desafiador!
Aqui vemos rapidamente os resultados do trabalho. Identificamos o interesse dos estudantes pelo aprender, por projetos desafiadores, pela vontade de participar, pelas discussões estabelecidas a partir da leitura de mundo, pela construção real do exercício da autonomia, entre outras aprendizagens incríveis.
A Lumiar se diferencia em todos os detalhes que compõem a educação. Fazer parte desta construção nos incentiva a ir além, a querer fazer mais e melhor.
Os desafios são muitos e a vontade de que a educação seja realmente a altura do século XXI é o que nos move.

Maria Soledad Gómez Diretora da Lumiar Porto Alegre

Ser tutora na Lumiar é em primeiro lugar ter a humildade de reconhecer que enquanto educadores estamos sempre em construção, vivos e questionadores da educação para o século XXI. Estamos inquietos e movidos pela paixão. Abraçamos um projeto que reconhece que o desenvolvimento real significa construir autonomia individual e coletiva, e conduzir o estudante a formação de cidadão.
Penso que o papel de tutor vai se construindo na coragem e no exercício diário de questionar-se constantemente do que, e do por que se faz!

Patricia Ayala Tutora do F1

Sobre a escola

A Escola Lumiar Porto Alegre foi inaugurada em março de 2017,e atende ao Ensino Fundamental (de 6 a 14 anos). A primeira Escola Lumiar da região Sul do país foi pensada inteiramente para receber e desenvolver o Modelo Lumiar em sua plenitude.

Contamos com um espaço moderno no bairro Mont´Serrat, onde estudantes, tutores e mestres desfrutam de laboratório, área externa, biblioteca e salão coletivo para a realização de projetos, módulos de aprendizagem, oficinas e outras atividades que fazem parte do nosso modelo de ensino.

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Rua Dr. Freire Alemão, 366
Mont´Serrat – POA +55 51 3093-0070

Projetos

F.A.Q.

Atualmente muitas escolas trabalham de alguma maneira com projetos. O diferencial dos projetos da Lumiar, no entanto, é que o estudante se envolve ativamente em todo o processo, co-participando e se co-responsabilizando pelo planejamento e desenvolvimento das atividades, junto ao seu tutor e mestre. O papel do mestre representa outra iniciativa inovadora, uma vez que este amplia as abordagens para cada habilidade e conteúdo trabalhados no projeto, ao conectar às ideias com a dimensão de possibilidade de atuação do estudante na sociedade. Muitos de nossos mestres são empreendedores, arquitetos, engenheiros, chefes de cozinha, etc.

Sim. Os projetos são elaborados à partir de questionamentos e temas de interesse dos estudantes, mas também a partir de itens curriculares que o tutor prevê como importantes de serem trabalhados. O tutor, então, seleciona esses itens diretamente de nossas matrizes de habilidades e conteúdos, sendo que esta última contém todos os componentes curriculares ditados pela Base Comum Nacional, tais como: linguagens, ciências exatas e biológicas, entre outros.

Na Lumiar os estudantes têm voz ativa nos processos de construção de seus conhecimentos. Isso significa que, em grupo, elegem temas de interesse para estudarem nos projetos, e ainda podem desenvolver projetos individuais. Ambos os processos são mediados pelos educadores, que preparam as atividades para que as matérias sejam abordadas corretamente em cada período escolar. Os estudantes vão desenvolvendo autonomia para gerir alguns momentos da sua rotina – no planejamento coletivo podem opinar sobre a organização das atividades e horários, entre outras coisas, como escolher um filme que será usado na atividade de vídeo, ou optando por jogos e espaços onde estarão nos horários de brincadeira.

Num grupo multietário, o mesmo conteúdo pode ser abordado de maneiras distintas, com diferentes graus de complexidade, respeitando as etapas de desenvolvimento de cada estudante. O olhar atento do tutor permite detectar tais características e envolver o estudante de maneira personalizada. Em uma oficina de escrita, por exemplo, após tratar o tema da atividade no coletivo, o estudante de oito anos trabalhará narrativas curtas, sendo introduzido à regras gramaticais de um nível de complexidade maior, enquanto o estudante de seis anos focará em proposições relacionadas ao início do processo de alfabetização.

Nos projetos a divisão dos papéis acontece de maneira natural, provocando a cooperação entre os estudantes e oportunidades para as crianças irem além das expectativas prévias, daquilo que achamos comum. Há vezes em que uma criança de seis anos saberá mais sobre o assunto proposto do que a de oito, ajudando o seu colega mais velho nos desafios!

A avaliação na Lumiar baseia-se em diferentes processos e utiliza para tal, instrumentos diversos. Através dos projetos, atividades avaliativas serão realizadas para retomar os objetivos esperados em cada etapa, verificar o grau de desenvolvimento e envolvimento do estudante e rever estratégias de ensino. As atividades avaliativas terão diferentes linguagens, podendo ser questionários por escrito, debate, uma roda de conversa, um esboço de uma planta de arquitetura ou uma dramatização, tudo aplicado de acordo com o contexto do projeto.

Além disso, nossa plataforma digital desenvolvida exclusivamente para o Modelo Lumiar, permite trabalhar no planejamento e desenvolvimento de todo o conteúdo pedagógico, possibilitando ver e organizar o desempenho de cada estudante individualmente e em grupo, apresentando de forma objetiva cada competência e habilidade alcançada. Construímos assim, um modelo de mosaico curricular único no mundo, onde a evolução de cada estudante é medida de perto em seu dia a dia dentro da escola. O sistema também permite que alunos e pais acompanhem diariamente a evolução dos projetos e as avaliações.

Atividades em casa são importantes quando utilizadas de forma contextualizada em abordagens significativas. Os estudantes levam pesquisas e outras atividades para completar e aprimorar o estudo realizado nos projetos quando houver necessidade, apenas em um contexto que pede a aplicação extra dos estudantes e do grupo. A frequência de trabalhos e lição de casa não é pré-estabelecida e não necessita ocorrer diariamente em todos os projetos.

Eles podem ir para qualquer escola. Na Lumiar o estudante têm a oportunidade de explorar projetos individuais e seus talentos. Junto à família ele constrói autonomia para saber em que tipo de escola poderá continuar desenvolvendo-se.
Se um deles quiser fazer engenharia, por exemplo, precisará passar por um processo seletivo tradicional, e terá que fortalecer-se na apreensão de outros conteúdos específicos, então, poderá optar por um modelo de ensino focado em seus desejos e necessidades.

O diferencial do Modelo de Ensino Lumiar está em permitir que o indivíduo conheça suas habilidades e seu potencial, e possa ter contato com o mundo positivamente.

Na Lumiar a tecnologia envolve a vida do estudante naturalmente, seja em pesquisas na internet ou em avaliações em nossa plataforma digital. Mas além disso valorizamos o uso dela na prática através de projetos como o de robótica por exemplo, onde construímos um protótipo de um DRONE, como também no projeto de super elevadores, onde desafiamos os estudantes a conhecer e desenvolver um sistema de pesos e polias. Todos os projetos alimentam um grande portfólio de conhecimento, gerando conteúdo audiovisual, textos com relatos dos participantes, fotos, entre outros.

Acreditamos que a tecnologia traz soluções incríveis para muitas situações. O papel da escola é ajudar os estudantes a buscar ferramentas e compreender a aplicação de cada uma.

Encorajamos e contamos com a participação através do Conselho Escolar: um espaço democrático para debater e discutir temas eleitos como relevantes pela comunidade. Os responsáveis também são convidados a participar de comissões de trabalho, como a de preparação de eventos, por exemplo.

Na Lumiar, o Currículo em Mosaico é estruturado com base na Matriz de Competências e Habilidades e na Matriz de Conteúdos, contemplando as diversas áreas do conhecimento a partir desta articulação.

O currículo se realiza na prática em atividades que compõem diferentes modalidades, como os Projetos, Oficinas, Leitura de Mundo, Pesquisa Individual e outras atividades permanentes, além da vivência da gestão participativa da escola. No que diz respeito ao planejamento dessas propostas, baseia-se no levantamento de interesses e identificação de necessidades de aprendizagem e desenvolvimento, sendo que tais processos se complementam, pressupondo a participação ativa dos estudantes e seus educadores. A articulação dos mais de mil itens curriculares apresentados nas Matrizes de Competências e de Conteúdos é coordenada por meio da plataforma Mosaico Digital, peça chave do Modelo Lumiar.

Além de conter os módulos de planejamento, no Mosaico Digital os gestores, educadores, estudantes e responsáveis têm acesso também ao acompanhamento, registro e avaliação dos processos que se organizam e se mobilizam na vida escolar.

O tutor é um profissional licenciado em Educação responsável pelo grupo ou ciclo. Cada ciclo tem um tutor que acompanha todas as atividades do horário escolar, investindo na formação de sua identidade, orientando na criação e escolha das propostas e na organização de sua convivência para que o aprendizado seja contemplado num ambiente de gestão participativa.

A responsabilidade do tutor abarca o desenvolvimento pessoal do estudante em todos os aspectos relevantes: físico, social, emocional, moral e intelectual. Ele deve conhecer bem as crianças ou jovens, identificando o seu estágio de aprendizagem e desenvolvimento e mantendo esta atenção ao longo de sua tutoria. Isso significa procurar descobrir quais são os talentos, inclinações, interesses, dificuldades, esperanças, histórias de vida e expectativas que trazem com elas, garantindo o envolvimento de seus estudantes.

Os mestres são profissionais contratados pontualmente para desenvolverem projetos, módulos e oficinas com os estudantes, a partir do domínio que detêm sobre certa área de conhecimento ou de atuação. No Modelo Lumiar, o papel do mestre é, principalmente, o de corroborar com aprendizagens significativas, tranformando o espaço escolar em um grande laboratório, uma oficina de ideias e de práticas de construção do conhecimento. A atuação do mestre pode amplificar as abordagens e os olhares para cada conteúdo ou habilidade, conectando hipóteses, acionando a criatividade como elemento realizador.

Para ser um mestre não é necessário ter formação acadêmica ou licenciatura em alguma área do conhecimento, basta identificar saberes, inclinações e paixões juntamente à disponibilidade em estar a um contexto escolar em que possa compartilhar tal conhecimento de forma organizada. Busca-se assim, trazer para dentro da escola uma diversidade de referências para os estudantes, tanto de atuação e experiência profissional nos variados âmbitos da sociedade, quanto de percursos acadêmicos dentro das linguagens de cada Componente Curricular, o que se costumava chamar de disciplinas escolares.

Significa trabalhar com crianças e jovens de idades distintas em um mesmo grupo de estudantes, possibilitando a aprendizagem e socialização que um ambiente etário diverso promove no processo de desenvolvimento dos indivíduos, a exemplo do que ocorre fora das escolas comuns.

Há grupos fixos de referência ano a ano, os quais são chamados de *ciclos*. Estes grupos são compostos por estudantes que estão em idades próximas. Cada ciclo se estrutura e se organiza, mas também prevê momentos de encontro, troca e trabalho com outros ciclos.Ou seja, a multietariedade existe tanto dentro dos ciclos quanto entre ciclos.

A multietariedade é uma das características necessárias para uma real inovação na educação. É fundamental para que se concretize o desenvolvimento de competências para o tempo do século XXI.

O cotidiano do Modelo Lumiar se estrutura com base em modalidades organizativas – modos de organizar os conteúdos e competências mobilizados junto ao grupo, superando a fragmentação das atividades – sendo elas: os projetos, que promovem experiências linguísticas e comunicativas; as oficinas, que buscam o desenvolvimento de competência e habilidades; módulos, onde abordamos conhecimentos pertinentes ao grupo; a pesquisa, que ajuda a construir e buscar conhecimento de maneira autônoma e individual; a leitura de mundo tem como objetivo a interação dos estudantes com textos e demais produtos midiáticos, e as atividades permanentes, que fazem a rotina dos estudantes.
O objetivo é que os estudantes mobilizem conteúdos e habilidades que servirão para sua atuação e transformação da realidade.

No Modelo Lumiar, as relações sociais, as práticas pedagógicas e a organização do cotidiano escolar são geridas de maneira participativa, ou seja, envolvendo os agentes participantes do dia a dia escolar: equipe administrativa, equipe pedagógica, corpo discente e famílias.

Para realizar a gestão participativa, há ferramentas presentes no dia a dia escolar como a Roda (envolve todas as crianças do fundamental, acontece uma vez por semana e tem distribuição de papeis dentre os participantes); a Roda do Grupo (específica de cada grupo multietário, também semanal); o Planejamento Coletivo, onde os interesses dos estudantes são levantados para então gerar projetos, oficinas e outras modalidades organizativas.

Nosso currículo em mosaico impõe a necessidade de uma avaliação que não seja meramente classificatória e baseada na simples apreensão de conteúdos. A avaliação no Modelo Lumiar é formativa e busca registrar as evidências de desenvolvimento de habilidades e a apreensão de conteúdos.

Para garantir o ato de avaliar, e não apenas verificar a aprendizagem, o processo de avaliação é ancora em procedimentos e instrumentos que afirmam sua intencionalidade.

O papel do educador e do estudante nesse processo é ativo. Ao tutor, cabe colocar-se como mediador, orientador e agente de feedback, enquanto que ao estudante, sujeito principal do processo, cabe a posição de agente de sua própria aprendizagem e construtor do conhecimento e da autonomia. A avaliação da competência deve ser sempre e necessariamente formativa: ela depende de análises contínuas do trabalho do estudante e resulta na regulação das práticas dos estudantes, mais do que em notas ou classificação.

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